Alegrar 35 participa de certa perturbação.

Não sabemos bem se haveria um modo de nomeá-la.

Ou necessidade para tal.

Alguns rastros textuais nos dizem do dossiê “Educações, paisagens e artes em alianças multiespécies: contando estórias de um mundo em ruínas”, organizado por Marcos Allan da Silva Linhares, Keyme Gomes Lourenço e Tamiris Vaz. Da chamada, dos textos, da apresentação, tudo perturba. Leiam para perturbarem-se com. Mas também há rastros de demanda contínua, que não cessam de funcionar enquanto ruínas potenciais e guias iniciáticos. Seriam os casos dos textos “Manoel de Barros: oficina para empoemamentos”, de  Elton Luiz Leite de Souza, e “Contexturas de uma cena musical: experiência grindcore”, de Rodrigo Dimovci Custodio e Alexandre de Oliveira Henz?

Não sabemos bem.

Por necessidade.

Para aprendermos que “a perturbação pode dar início a uma estória da vida”, como escreve Anna Tsing (2022, p. 237).

Alegrar: 21 anos em agosto de 2025: perturbando.

Por todo um bando. Por nossas espécies companheiras.

Inomináveis ou amor.

Juliana Gisi, Kátia Kasper, Marcos da Rocha Oliveira