Fabulação e cinema para a resistência e invenção de um outro aprendizado
Fabulação e cinema para a resistência e invenção de um outro aprendizado
Thaynan de Oliveira Soares Rodrigues
Resumo
Este trabalho, apresentado inicialmente como sessão de comunicação no evento V Variações Deleuzianas, procurará pensar a fabulação no campo do cinema como um espaço de força e resistência para a invenção de um outro aprendizado. Para tanto, apoiados na filosofia de Gilles Deleuze, buscaremos problematizar o aprendizado pelas vias do cinema clássico, o qual, orientado majoritariamente por um encadeamento sensório-motor das imagens, muitas vezes leva a uma certa impotência de pensamento, a um aprendizado condicionado e planejado às vésperas. Em contrapartida a uma imagem dogmática do pensamento, colocamo-nos à disposição para um aprendizado outro com o cinema, considerando o cinema moderno e de Terceiro Mundo como uma nova imagem do pensamento que, em vez de operar por regras e clichês, colocam-se como suporte para a movimentação dos conceitos, de modo que haja oportunidades para a criação de novos conceitos e invenção de outros aprendizados possíveis.
Palavras-chave: Gilles Deleuze. aprendizado. cinema.
Fabulación y cine para la resistencia e invención de otro aprendizaje
Resumen
Este trabajo, presentado inicialmente como una sesión de comunicación en el evento V Variações Deleuzianas, buscará pensar las fábulas en el campo del cine como un espacio de fuerza y resistencia para la invención de otra forma de aprendizaje. Para ello, apoyados en la filosofía de Gilles Deleuze, buscaremos problematizar el aprendizaje a través del cine clásico, que, guiado principalmente por una cadena sensoriomotora de imágenes, conduce muchas veces a una cierta impotencia del pensamiento, a un aprendizaje condicionado y planificado de antemano. En contraposición a una imagen dogmática del pensamiento, nos ponemos a disposición de aprender de manera diferente del cine, considerando el cine moderno y del Tercer Mundo como una nueva imagen del pensamiento que, en lugar de operar según reglas y clichés, se erige como un soporte para el movimiento de conceptos, de modo que haya oportunidades para la creación de nuevos conceptos y la invención de otros aprendizajes posibles.
Palabras-clave: Gilles Deleuze. aprendizaje. cine.
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Referências
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